Escoliose em crianças e adolescentes

Cirurgião da coluna em São Paulo | Grupo de escoliose da AACD

Entendendo a escoliose 

Escoliose é uma curvatura lateral da coluna, muitas vezes acompanhada de rotação das vértebras. Na maioria das crianças e adolescentes, a causa não é conhecida (escoliose idiopática) e a criança é saudável. Quanto mais cedo a curva é identificada, mais opções de tratamento existem. Veja abaixo os sinais de alerta e o que fazer.

Teste de Adams: ilustração das costas de uma criança inclinada para frente, comparando coluna reta (A) e escoliose com saliência de um lado (B)

Sinais de alerta: ombros em alturas diferentes, uma escápula (omoplata) mais saliente, cintura assimétrica, quadril mais alto de um lado ou uma "corcunda" de um lado das costas quando a criança se inclina para frente (teste de Adams, na figura acima).

Se você notou algum desses sinais, agende uma avaliação. Nem toda curva precisa de cirurgia: muitas só precisam de acompanhamento, fisioterapia específica ou colete. O que decide é a idade, o tamanho da curva e quanto a criança ainda vai crescer.

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Com que frequência acontece?

A escoliose é mais comum na adolescência e atinge cerca de 2% a 3% dos adolescentes. A maioria das curvas é leve, mas nas meninas elas têm mais chance de aumentar durante o crescimento, por isso a avaliação precoce faz diferença.



Por que acontece e como é em cada idade?

Escoliose Idiopática Infantil

Na escoliose infantil (até os 3 anos), a curva costuma ser torácica e mais frequente em meninos. Cerca de 90% resolvem sozinhas, mas é preciso acompanhar com radiografias.

Escoliose Idiopática Juvenil

A escoliose juvenil aparece entre 3 e 10 anos. É menos comum, mas como a criança ainda tem muito crescimento pela frente, as curvas têm mais chance de aumentar. Por isso o acompanhamento precisa ser próximo.


Escoliose Idiopática do Adolescente

É a forma mais comum e a que mais leva as famílias ao consultório. Aparece a partir dos 10 anos, em meninos e meninas, mas nas meninas as curvas têm mais chance de aumentar. Também é comum haver casos na família: se os pais tiveram escoliose, a chance de o filho precisar de tratamento é maior.

O risco de a curva aumentar é maior durante o estirão de crescimento. Nas meninas, o ano mais crítico é o que antecede a primeira menstruação. Para saber quanto a criança ainda vai crescer, avaliamos a idade, a menarca e a maturidade dos ossos na radiografia.

Também influenciam o tamanho e o formato da curva: quanto maior a curva, maior a chance de ela aumentar, e curvas duplas progridem mais do que curvas simples.

Como avaliamos a maturidade dos ossos: pela radiografia da bacia, usando o sinal de Risser (grau de ossificação da crista ilíaca, de 0 a 5), e pela radiografia da mão e do punho, usando a classificação de Sanders. Esses métodos mostram se a criança está no início, no meio ou no fim do crescimento, o que ajuda a decidir entre observar, usar colete ou indicar cirurgia.

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O que acontece se a curva não for tratada?

A curva pode continuar aumentando

Curvas pequenas, em geral abaixo de 30°, tendem a não aumentar depois que o crescimento termina. Já curvas maiores, acima de cerca de 50°, podem continuar aumentando ao longo da vida adulta. Por isso a avaliação na infância e na adolescência é tão importante.

Dor

A dor nas costas é tão comum em adultos com escoliose quanto na população em geral. Ela é mais frequente em curvas maiores na região lombar e toracolombar.

Função Pulmonar

Curvas torácicas muito grandes podem reduzir a capacidade respiratória. É um dos motivos pelos quais o tratamento no momento certo evita que a curva chegue a esse ponto.

Autoestima e vida social

A aparência das costas pode afetar a autoestima, principalmente na adolescência, e influenciar a vida social. Cuidar da curva também é cuidar da confiança do seu filho.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é simples e acontece em 3 passos:

1. Conversa e exame físico: perguntamos sobre dor, casos na família e desenvolvimento da criança. No exame, com a criança inclinada para frente (teste de Adams), avaliamos ombros, escápulas, cintura e a assimetria das costas.

2. Radiografia da coluna inteira: confirma a escoliose e mede o tamanho da curva em graus (ângulo de Cobb). Também mostra quanto a criança ainda vai crescer.

3. Plano de tratamento: com a idade, o tamanho da curva e o crescimento que ainda resta, definimos se o melhor caminho é observar, usar colete com fisioterapia específica ou, em casos selecionados, operar. Em curvas incomuns ou com sintomas neurológicos, também pedimos ressonância magnética.

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Tratamento para a escoliose 

O tratamento depende do tamanho da curva e do crescimento que ainda resta

Curvas pequenas (até cerca de 25°): observação com radiografias periódicas e fisioterapia específica para escoliose, que é parte central do tratamento. O objetivo é acompanhar de perto, fortalecer a musculatura e melhorar a postura e o controle da coluna. Entre as técnicas consagradas estão o método Schroth, o SEAS (Abordagem Científica de Exercícios para Escoliose), o FITS (Terapia Funcional Individual da Escoliose), o método Lyon e o BSPTS (Terapia Fisioterápica de Barcelona), sempre orientadas por fisioterapeuta treinado.

Curvas moderadas (cerca de 25° a 50°) em crianças e adolescentes que ainda vão crescer: colete associado à fisioterapia específica. O colete é indicado para evitar que a curva aumente e deve ser usado conforme a orientação médica. A fisioterapia continua durante todo o uso do colete, com métodos como Schroth, SEAS, FITS, Lyon e BSPTS, para manter a força, a flexibilidade e a boa postura, e ajudar o corpo a se adaptar ao colete.

Curvas grandes (a partir de cerca de 50°) ou que continuam aumentando apesar do tratamento: a cirurgia é considerada. O objetivo é interromper a progressão e corrigir a curva com segurança. Em crianças pequenas, curvas que progridem podem precisar de gesso corretivo ou colete e, em casos selecionados, de técnicas cirúrgicas que preservam o crescimento.

Precisão e segurança na cirurgia: usamos navegação com O-arm (imagem de tomografia durante a operação) para colocar os parafusos com maior precisão, e a monitorização neurofisiológica é obrigatória durante todo o procedimento, para proteger a medula e os nervos.

Experiência em casos complexos: são 20 anos de experiência em casos complexos de coluna, no HC-FMUSP e na AACD. No grupo de escoliose da AACD, toda semana operamos casos complexos, incluindo escolioses neuromusculares.

Tratamento conservador de escoliose com colete
exemplo de escoliose operada dr ivan 1

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Casos Operados Pelo Dr. Ivan Rocha

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Sobre o Profissional

Dr. Ivan Dias da Rocha


Ortopedia e Cirurgia da Coluna | CRM-SP 108277 RQE: 102191


Graduado em medicina pela USP São Paulo, Dr. Ivan fez residência médica e especialização em cirurgia da coluna no Hospital das Clínicas (Instituto de Ortopedia).


Possui mestrado com ênfase no tratamento de dor pela mesma instituição e fez mais de 20 cursos fora do país relacionados à área de cirurgia de coluna. 


Além disso, é pós-graduado em dor no Hospital Albert Einstein e fez curso de intervenções guiadas por ultrassom também no Hospital das Clínicas.


Atualmente está fazendo pós-graduação em medicina regenerativa na Orthogen e atua como médico do grupo de coluna do Hospital das Clínicas.

Conheça o Dr. Ivan